sábado, 25 de dezembro de 2010

Perspectivas 2010 - Perspectivas 2011

Tá, dei um até breve no texto anterior de Feliz Natal, mas não poderia de comentar este texto que publiquei aqui em 29 de Janeiro de 2010... que dizia que já chegou ao fim e muitas coisas aconteceram, mas qual a graça de escrever sobre tudo que já se sabe, né verdade? Por qual motivo, deveria falar de Haiti, se a tragédia que aconteceu naquele país já vai comemorar aniversário de mês e isto não sai de nossos noticiários? Por que não falar da fome que assola centenas de milhares de brasileirinhos e brasileirinhas do norte, nordeste, sul e qualquer outra região destas terras que chamamos de nação? Por que não falar da falta d'água em algumas localidades e do excesso desta em outros lugares?

Então pensei em falar de escândalos políticos, mas então lembrei, eles também são gente como agente e estão de férias com nós, simples mortais não eleitos. Falar do nosso ilustre presidente que passou mal? Pra quer falar de coisa ruim né? (coisa ruim, não o Lula, mas a doença que o atingiu.) Então pensei, pensei, pensei... (atualmente poderíamos falar da doença do Zé de Alencar - Saúde pra ti, se for da vontade de Deus, Zé) Mas pensei em falar dos alagamentos de SP, RJ, MG, etc. e tal.

Por fim, decidi que iria fazer uma retrospectiva do mês de janeiro, já que estamos no último final de semana. Mas antes pensei em falar na ex-gordinha do vestido cor de rosa que não quis aparecer na Uniban(bi), mas sobre esta é melhor falar no carnaval, afinal é neste período que se comemora a festa da carne... (E olha a Geise Arruda na Fazenda em 2010)

Mas como seria muito chato falar do que aconteceu e apesar de ter acontecido muita coisa, poucas de fato importaram para a maioria das pessoas, decidi pontuar alguns dos principais assuntos que estarão sendo enfiado goela a baixo da gente durante este ano de 2010:

1 – Carnaval - Acertei
2 – Mais enchentes: não sou vidente pra especificar onde, mas dá pra termos uma noção - Acertei também!
3 – Eleições 2010: fraudes, crimes, baixarias, campanhas superfaturadas - Num foi isso que aconteceu?! Rs
4 – Enem: mais um ano de incertezas - Gente acertei, difícil essa, né?!
5 – Copa do Mundo - Ouxi, vou jogar na Mega da Virada!
6 – Hebe Camargo, Silvio Santos, Edir Macedo... - Esses 3 acertei mesmo, falou-se muito deles, principalmente dos dois primeiros!
7 – Escândalos religiosos - Num é que teve!
8 – Escândalos políticos - Como seria bom se não os tivesse, mas...
9 – Não vamos falar de gripe nem de dengue (Deus me ouça) - Poxa, falou-se disso...
10- Mais enchentes - Óh
11 – Imprudência no transito - Teve também!
12 – BBB - Isso existiu?
13 – Zagalo (será que vamos falar mesmo do velhinho?) - Um erro! Áááá
14 – Outras coisas e mais escândalos. - Acertei!

É o percentual de acerto foi bom... Na primeira semana de Janeiro irei fazer o prognóstico do ano que começa! Já adianto para a primeira semana: Chuva, muita chuva, alagamentos, polêmica, gafe da Dona Dilma, Felicidade de José de Alencar na posse da presidenta... acho que isso é tudo pessoal!

Feliz Natal

25 de dezembro, dia de Natal, celebração do Nascimento de Cristo...

Tempo de Paz, Alegria, Felicidade, Harmonia... Tempo de muitas compras, lojas cheias, ruas lotadas, mesas fartas... ou não?!

Último post do ano, exceto se houver algum imprevisto... Mas tem data mais bonita para dar um "Até Breve!" ''Até o Ano que vem!" do que o dia de hoje?! Pois é, iria fazer uma retrospectiva, mas deixa para Janeiro, mês das férias, mês do Verão, de chuvas e de novidades. Ou quem sabe ao invés de uma Retrospectiva não fazer como já fiz, uma perspectiva 2011?!

Bem: Boas Festas! Bom Natal! E um Feliz e Próspero Ano Novo!


***
P.S.: Ia deixar esta despedida de 2010 para a noite do dia 31, mas estarei descobrindo quem é meu amigo e meu inimigo oculto na noite da Virada... Bem, a pessoa que eu sortiei como amiga oculta é... Dia 31 eu conto!

domingo, 14 de novembro de 2010

Crônica de Novembro



Tarde de 04 de novembro. Decidi dar uma pausa em meu trabalho de conclusão de curso. Chamei minha mãe para irmos à casa de Alice, nossa vizinha. Chegando lá fui imediatamente para o quintal comer jabuticabas. A árvore estava carregada da deliciosa fruta preta, de modo que a madeira da jabuticabeira era quase imperceptível. Posteriormente fui mais ao fundo do terreno e derrubei cerca de dez mangas ubá para poder saborear mais tarde!

Mas o que mais marcou este dia não foi o doce sabor das deliciosas frutas negras, mas outra coisa. Ao sentar-me na varanda da cozinha, observei quatro pintinhos.  Todos completamente sem penas, magros e embora, segundo Alice, possuíssem 3 meses de idade, variavam no tamanho de modo muito contrastante. Dos quatro filhotes, dois não possuíam uma das patas. Fiquei sabendo que ratos as roeram quando os pintinhos ainda eram bem novos. Um terceiro era meio manco e cego de um dos olhos e o quarto franguinho, apesar de ser o único sem nenhuma deficiência aparente possuía um corpo esquio e feio, sem pena, desengonçado.

O que me chamou a atenção foi que todos estavam juntos, unidos e apesar das deficiências e problemas mantinham um “espírito” vivente. Minha mãe brincou que se ela fosse dona dos bichinhos teria sacrificado os coitados. Pensei um pouco sobre como nós, humanos somos. A maioria não se importa com a dor alheia, e eu ali, pensando no sofrimento de quatro seres “insignificantes” para o resto do mundo. Mas quantas vezes não nos deparamos com indigentes nas ruas de nossas cidades e não damos a mínima atenção ou não nos solidarizamos com o sofrimento alheio?

Um simples passeio de fim de tarde serviu-me para refletir sobre a vida, aborto, sobre humanidade e suas contrariedades. Serviu também para eu ter certeza que se estou com problema existem problemas maiores assombrando outras tantas pessoas, outras tantas criaturas e nem por isso os mesmos estão desesperados e infelizes. O problema é do tamanho que nós o criamos! Problemas sempre existirão, e a solução sempre vai estar conosco, basta abrir os olhos e enxergar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Perdão Senhor!

Hoje quero rezar o terço, não o mariano, pois já coloquei as rosas nos pés de Maria hoje, para que a Santa Virgem Mãe de Jesus possa apresentá-las ao meu Deus. Hoje quero rezar um terço que eu possa repetir o que estou com vontade de dizer ou mesmo não repetindo ou mesmo me silenciando consiga estar em harmônia e contato direto com o Divino criador.

Hoje vou rezar o Terço do Perdão. Irei rezar dez vezes cada uma das reflexões:


Pelas vezes que pequei contra ti...
Perdão Senhor, e permaneças em mim!

Pelas vezes em que maltratei meu irmão...
Perdão Senhor, vem fazer morada em meu coração!

Pelas vezes que julguei e condenei...
Perdão Senhor, sei que eu errei!

Pelas vezes que faltei com a verdade, menti ou omiti...
Perdão Senhor, deixai-me em todo instante te sentir!

Perdão Senhor pelos meus pecados...
Senhor permaneça sempre ao meu lado!


E depois de tanto orar pedindo perdão ao bom Deus irei agradecer... Agradecer por eu ter acordado, pelo meu respirar, pelo meu abrir de olhos, pelo simples fato de viver!

Neste dia 14 de outubro: Obrigado Senhor!

domingo, 3 de outubro de 2010

Hélice

Uma hélice tem uma vida monótono...
Gira, roda, vai e volta
E sempre pelo mesmo caminho.

Monosentido, monovida, monorota...
Talvez a hélice só vai, não volta
Um só trajeto, um percurso
Vazio e repetitivo

Produz vento
Transforma energia
Hélice corta
E o vento sopra

sábado, 2 de outubro de 2010

Quando o assunto é Eleição - 5

02 de outubro - véspera da eleição, daqui a algumas horas agente começa com a votação. E eu ainda não tenho quase nada definido, somente um voto está certo: Fernando Pimentel para senador. Os outros todos estão em definição.

O que me faz não querer votar no Anastasia:

Questão de coerência partidária. Vejamos: Anastasia e Serra são do PSDB, logo deveriam ter uma postura convergente e um discurso semelhante. Entretanto, enquanto o "governador-nunca eleito" Antônio Augusto afirma "Já ganhou, já ganhou" devido aos elevaos índices nas pesquisas, o discurso do "eterno ex-ministro da saúde" é o de "Não acreditem nas pesquisas... o voto é decidido no dia!"... Enfim, em quem acreditar?

Outro problema é o seguinte. Quem vota no Anastasia é porque vai votar no Aécio para Senador, e a justificativa é a que "o Aécio não fazia nada, quem 'governava' era o vice, Anastasia..." Tá, bacana, vamos votar no Anastasia porque ele fez um bom governo "mesmo sendo VICE"... mas ai vamos completar o raciocínio... votar no Aécio para senador seria "ingenuidade" porque como senador ele não vai ter um "BOM GESTOR" (leia-se Anastasia) para governar em seu lugar... Logo votar num e no outro é incoerente...

O que me faz não votar no Serra:

Motivo número um: é amparado por uma assessoria de comunicação muito ruim. Alguém deixa falar que o cara 'come' todo mundo não é muito profissional
Motivo número dois: No começo de sua campanha ele criticava muito a Dilma, depois quando sentiu a ameaça a Marina para um 'eventual' seguno turno suas críticas passaram a ser direcionadas para a candidata do PV.
Motivo número três: PSDB falando de aumentar salário? Novidade! Hehehehe

O que me faz não votar na Marina:

Ideias muito utópicas, muito bonito o discurso, mas vamos encarar a realidade: plantar plantinha, deixar de desmatar e não poluir não é interesse dos grandes empresários que 'mandam' em nosso país!

Enfim... Votar está difícil!

85220593

sábado, 28 de agosto de 2010

Quando o assunto é eleição - 4

Pois é, saiu hoje no IG a reportagem abaixo sobre a proibição de se fazer humor na Tv e no rádio sobre políticos. Parabéns ao ministro que parece não ter merda na cabeça!


Ministro do STF autoriza piadas de políticos na TV e rádio

Ayres Britto derrubou artigo da Lei Eleitoral que impedia paródias e engessava humoristas; Matéria será discutida no plenário

Severino Motta, iG Brasília | 26/08/2010 22:24


O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu parte da Lei eleitoral e permitiu que humoristas façam sátiras e piadas com políticos. A decisão foi tomada numa Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Caberá ao plenário da Corte, possivelmente na semana que vem, analisar a questão e manter ou derrubar a decisão de Britto.

Segundo o ministro, piadas, trucagens ou montagens que degradem ou ridicularizem os candidatos fazem parte da liberdade de expressão. Ele destacou, contudo, que o trecho da legislação que impede veiculações de quadros que “venham a descambar para a propaganda política, passando, nitidamente, a favorecer uma das partes na disputa eleitoral, de modo a desequilibrar o princípio da paridade de armas” continua valendo.
Mas, mesmo nestes casos, não pode haver censura prévia, sendo necessário que os políticos que se sentirem prejudicados recorram a Justiça para a análise de cada caso específico.

A proibição de humor no rádio e na televisão foi motivo de um protesto de humoristas, que reuniu cerca de 500 pessoas no último domingo na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Com a decisão de Britto, programas como o Casseta & Planeta, da TV Globo, O Pânico na TV, da Rede TV e o CQC da Band ficam autorizados a produzir quadros com os políticos. Uma nova proibição só acontecerá se, ao levar o assunto para o plenário, a maioria dos ministros do STF entenderem que a lei derrubada por Britto deve voltar a valer.

Fonte: Último Segundo - IG

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quando o assunto é eleição - 3

Política? Não vi, não ouvi, não disse nada! Aliás, não sei de nada! - Alam de Oliveira


Pois é...

Em julho comecei a falar de Eleições e política e coisa e tal e tal e coisa, mas... agora vou falar de coisa séria: a proibição aos humoristas de fazer piadas sobre políticos no período eleitoral. Pois é, parece piada, mas é verdade!

No último final de semana os humoristas protestaram no RJ contra lei que proíbe fazer este tipo de piada com políticos. A passeata reuniu nomes do primeiro time do humor brasileiro. A multidão caminhou e brincou da orla de Copacabana ao Leme.

Mas o que me intriga é: se está proibido fazer piada com os políticos porque quando agente assiste a propoganda eleitoral gratuita e OBRIGATÓRIA (DEMOCRACIA É ISSO: Obrigar as emissoras de Rádio e TV a transmitirem simultaneamente a mesma BABOSEIRA)... Mas enfim, como dizia, o que me intriga é como permitem aos candidatos falarem tanta asneira (nada contras os asnos, mas espero que eles (os asnos-animais) quando lerem (se lerem) isto me entendam) que eles (políticos-candidatos) por si só fazem piadas com eles mesmos.

A própria propaganda eleitoral é uma piada. Eu particularmente, sempre que posso assisto, porque é muito engrassado. As caras e bocas e o discurso é muito interessante (hilariante)... Falsidade agente não vê por aqui!

Quando o assunto é eleição... o Brasil é mestre em fazer rir, mesmo quando proibe seus comediantes de falarem, de fazerem piadas, enfim... de mostrar quão burros são os nossos representantes (que nós mesmos escolhemos - irônia, né?)

* No próximo texto sobre política vou falar um pouquinho sobre os jingles. (ISTO É!, se a democracia do Brasil não proibir Blogs, redes sociais, jornais, revistas, Tv, rádio... de falarem de política). 

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sobre o metrô, a vida e o amor!

Vi hoje, enquanto observava a paisagem urbana através da janela lateral do metrô de Belo Horizonte, que mais parece um trem urbano, mas isto não vem ao caso... como dizia, observei a existência de uma planta entre os dormentes, no meido das pedras que forram o chão dos trilhos.

Notei a presença de uma planta no terreno, não digo solo, pois a costuma-se associar a ideia de solo à terra, mas como ela está muito abaixo da espessa camada de pedras azuis, como se fossem grandes britas, que estão dispostas por todo o intinerário do metrô: de Venda Nova ao Eldorado (estações terminais da linha de metrô da capital mineira).

Pois é, mas o que tem isto de importante?

Talves nada, entretanto, refletindo interiormente, cheguei a conclusão que existe vida mesmo onde tudo que se encherga é morto e inerte. Analogamente, é possível crer que existe amor mesmo onde só percebe-se a presença de ódio.

Veja só, havia vida num solo inóspito, mas mesmo assim uma força estranha fazia algo existir naquele local.

São poucas as pessoas que veem a pequena planta de largas folhas verdes entre os trilhos que sustentam o metrô quando este ruma sentido Eldorado, mas quer vejamos ou não... a planta sempre vai estar lá! Com a vida e o amor acontece da mesma forma. Eles não dependem que o outro saiba que exitem, continuam existindo, entretanto, são muito mais belos e bem aproveitados quando reconhece-se suas existências.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu sei...

Eu sei
Eu sei que tu sabes
Eu sei que tu sabes que eu sei
Eu sei que tu sabes que eu sei que tu sabes

(...)

Eu sei que tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei que...

Pois é, tem coisas que são assim... infindáveis: começam e não tem fim... tem coisas que são repetidas quase automaticamente ou elas são como esta sequência... tão inúteis quanto alguns acontecimentos em nossa vida...

Já reparou como algumas discussões são tão sem pé nem cabeça que não tem sentido continuar na disputa para ver quem é dono da razão? Pois é, normalmente quem complica ou dificulta a situação somos nós mesmos... aliás por qual motivo falar que já sabemos que o outro sabe se isto não vai mudar em nada a vida de ninguém?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sombrio

Ódio...
Sangue e dor!
Tem algo assim aqui...
Olhares desconfiados...
Risos!
Olhares atravessados...
Mais lábios escondendo a maldade!
O clima é de falsidade
Tudo fede
Vontade:
Ser assassino
E se de algum crime for condenado
Pago a pena com gosto
Se for pra me ver livre de vocês!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eclesiástico: A alegria do coração é a vida do homem

Eclesiástico 30, 22-27:


22. Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos.

23. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida.

24. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti,

25. pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma.

26. A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo.

27. Um coração bondoso e nobre banqueteia-se continuamente, pois seus banquetes são preparados com solicitude.


Ótimo dia para todos!!!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Quando o assunto é eleição 2 - PPfdP

Pois é... No último post falei um pouquinho sobre eleições e fique pensando como nós, brasileiros, somos desleixados quando o assunto é política e eleições. Então comecei a pensar como interessaríamos muito mais pelo pleito eleitoral se o formato da disputa fosse outro. Por exemplo, cada cargo deveria ser disputado em um ano, tipo: presidente em 2010, governador em 2011, e assim sucessivamente...

Neste novo formato de disputa, vou explicar como funcionária a eleição para o cargo executivo máximo de uma República Federativa, que serve de exemplo para os outros representantes do povo.

Na primeira etapa, os candidatos deveriam ser selecionados e dentre os inscritos para participar da disputa apenas 12 entrariam na etapa final da competição, opsss, digo, eleição. Outra coisa: daqui para frente a palavra candidato será substituída por participante. Continuando, os 12 participantes da disputa presidencial seriam trancados em uma casa, vigiados ininterruptamente por diversas câmeras.

Dentro do confinamento, longe de qualquer informação eles iriam batalhar para ganhar o voto popular (aliás, a votação por telefone ou pela internet teria um custo de 0,31+impostos, mas o valor arrecadado será doado a instituições filantrópicas, sem dedução fiscal). Por semana dois ou três participantes disputam a preferência do público nesta votação. E no final, apenas um presidente da república.

Dentro da casa, iríamos ver as conversas entre os adversários, perceberíamos quem é falso, quem chora, conheceríamos o caráter, princípios e valores e ainda de quebra poderíamos acompanhar as gostosas ou não que disputam o “cargo máximo” de biquine na piscina ou então vermos que eles também vão ao banheiro, fazer m#%¨@.

Por fim, o nome do programa PPfdP: Políticos Patifes filhos da P¨$@...

Enfim, depois falamos mais deste ato que iremos realizar supercontentes no mês de outubro!


P.S.1: Alguns problemas seriam: o que fazer com os que não vencessem a disputa. Acredito que as revistas não iriam vender muito com os ensaios sensuais dos participantes.

P.S.2: Outro problema é o horário de exibição. Impróprio para menores de 85 anos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quando o assunto é eleição 1

Pois é... Olhei para o telefone/relógio/calendário/aparelho de vídeo conferência/agenda e outras mais utilidades e assustei, no visor estava escrito: "28 de julho". Poxa, como o tempo passa de pressa! Não é verdade? Outro dia mesmo era Ano novo e agente soltava fogos, agente mal comemorou o carnaval, e aind ame lembro dos chocolates da páscoa... Vimos o verão ser substituído pelo outono e este pelo inverno e daqui alguns dias, se olharmos pela janela, veremos a primavera... Há a primavera!!!... Vem aí a estação das flores e da orquestra magistral cujos integrantes são pássaros das mais diversas cores, os quais apresentam sons, sempre em harmonia, e torna todo dia, as manhãs mais alegre e viva. Bem, mas eu queria falar hoje sobre eleições e política, mas chego ao fim do texto sem falar nestas p*&¨$#. Afinal, pra quê estragar o texto com este assunto? Sobre isto, irei falar hoje apenas isto:

 “Atenção, no dia do sufrágio pense bem, pois a M$#% eleita hoje vai ser o adubo das flores de amanhã!”

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Amor e ônibus

Não vou falar de amores construídos dentro de ônibus, nem de encochadas, nem de olhares trocados seja com passageiros, motoristas ou trocadores...

Já reparou como as coisas ficam diferente quando estamos gostando de alguém? Pois é, a vida fica mais colorida, o riso fica mais aparente, as piadas bobas agradam a todos os que amam, e um simples olhar diz tudo o que o outro ser amado quer ouvir, sentir, ser, perceber e viver.

Por que é difícil falar do amor. Talvez porque eu não seja um poeta, nem escritor, nem um amante ideal. Mas não preciso falar dos sentimentos. Basta senti-los intensamente em cada instante da tua presença, seja ela real ou na sua ausência eu não me esqueça da sua existência.

Mas o triste do amor é que pode ser comparado a uma viagem. Embarcamos no ônibus na Rua dos Caetés, centro de Belo Horizonte e seguimos viagem... (Gosto da expressão “embarcar no ônibus”, mas para os que poderia dizer que se embarca em barco e “ônibus agente pega”, eu poderia ser redundante e chato e dizer “adentrar no interior do veículo automotivo coletivo metropolitano...” enfim, prosseguindo na analogia, seguir viagem rumo a um bairro distante... este ônibus vai parando, faz curvas, segue por vias coletoras, arteriais, principais, secundárias, passa por bairros diversos e segue seu rumo... vai adiante... Mas nem só o amor é assim, a vida é assim, simplesmente uma viagem...

Estar feliz dentro do ônibus é apenas uma questão de saber aproveitar cada instante do trajeto, ver a beleza pela janela, conversar com os companheiros de viagem e ser sorrir muito, sem medo da pessoa do lado lhe achar maluco!

sábado, 17 de julho de 2010

Nem sempre os acidentes são fatais!

Abriu os olhos...


Ela abriu suavemente os olhinhos e pode contemplar o rosto angelical de um ser desconhecido...

_ Onde estou?

Antes que o belo anjo sem asas abrisse a boca para responder a indagação outras perguntas vieram na mesma voz doce e sutil que a anterior:

_ Quem é você? Cadê minha mãe? O que você fez com a sacola de frutas?...

Antes que outras perguntas fossem praticamente cantadas para o anjo de roupas brancas, ele sutilmente segurou as mãos da doce menina que se encontrava deitava sobre o leito frio do hospital e tentou a aquietá-la dizendo:

_ Calma minha criança. Está tudo bem. Você sofreu um acidente, está no hospital. Já vou chamar seus parentes. Eles ficaram felizes ao saber que você acordou.

Neste instante, ele olhou bem nos olhos da menina, que sentiu paz e bem. Ela sorriu. Ambos sorriram. O doutor soltou as pequenas mãos alvas da criança e se retirou. Enquanto rumava em direção à porta tentou compreender o porquê da ordem das perguntas: Onde estou? Quem é você? Cadê minha mãe? (...) Por fim, achou melhor não tentar entender, ela é só uma criança!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cidade Metropolitana

*Dia 17 de julho de 2010, Sabará comemora 299 anos de elevação a Villa Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará e 335 anos de fundação. Parabéns Sabará!!!


Não é principal
Está além da periferia
Um lugar imaginário
Entre a grande capital
E o imenso interior
Um lugar surreal
Com povo superior
Algo inexplicável e anormal
No mundo de hoje
População de valor

Cidade de pouca gente
Ruas e calçadas verticais
Ladeiras anormais
População rica e carente
Diversidade divergente

Município vizinho
Lugar “pertinho”
Cidade metropolitana
De tão próxima, distante
Integrada, cultural, pequena
Histórica, industrial, fascinante
Cidade mãe
Origem da metrópole
Simplesmente, metropolitana

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vento e Brisa

Vento fraco
Brisa forte
Leve chuva de aço
Você em meu braço
Tempestade brusca
Vento soprando a sorte
Dia e noite
Medo da morte

Sol, chuva e arco
Retina, íris e tímpano
Arco-íris sobre meu barco
Quinta estação do ano
Vento que faz as ondas
Carrega meus medos

Vento forte
Ou fraco que bate
Leve brisa
Que toca minha fronte
Encontre minha face, lisa
Redundantemente, de frente

Vento que traz e leva
Brisa que simplesmente carrega
Vento que sopra e canta de leve
Brisa que existe e me entrega
Agrega-me sabor, frio e calor

Vento do céu
Brisa de hoje
Um tempo meu
Outro tempo teu

Vento e brisa que seguem
Carregando para um lugar comum
Adiante, convergente ou divergente
Paralela ou perpendicularmente
Leve contigo o vento da morte!

Segundo semestre de 2010...

Pois é...

... as férias estão começando a acabar! Quer dizer, está na etapa final, mas é aquela máxima de que tudo que é bom dura pouco, tudo que é sólido: derrete! Mas ainda dá tempo de endurecer, digo, de divertir... E diversão... não tem preço!

Mas 2010 não é só diversão... Muita coisa  ainda pode acontecer...

... último semestre da faculdade, estágio, férias, e eu ainda arrumo tempo para trocar o gás da vizinha. É, isso mesmo, a válvula estava muito presa e ela não tava conseguindo tirar de dentro do butijão e pediu para eu trocar!

... mas falando das coisas sérias, né? Tem Eleições no Brasil (puxa, poxa, puta, porra - eleição no Brasil é sério?). Tem casamento homossexual na Argentina, tem o desfecho (ou não) do caso Bruno, caso Carlos, Daniel, Éder, Fábio, Gabriel, Helbert, etc, etc... Nussssss, na falta do Brasil na Copa, vamos falar do Bruno, não é assim que a TV do nosso país faz (exceto o SBT), mas enfim... tem muita coisa ainda para acontecer neste ano!
  
Mas enfim, logo logo estarei postando mais frequentemente por aqui...

Até breve! 

sábado, 26 de junho de 2010

O Sotaque das Mineiras" Carlos Drummond de Andrade

Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem — lingüisticamente falando — apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro — metaforicamente falando, claro — ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: — Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:

— Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por" Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:

— Eu preciso de ir.

Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:

— Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:

— Ai, gente, que dó.

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente E não vem caçar confusão pro meu lado.

Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar:

— Capaz...

Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora?

Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:

- Ah, nem...

O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...

Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto:

— Você quer que eu "dou" um exemplo...

Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. Mas que são uma gracinha, ah isso lá são.

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...

Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar:

— Ah, fui lá comprar umas coisas...

— Que' s coisa? — ela retrucará.

Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:

— Ele pôs a culpa "ni mim".

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem , uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. e diz tudo.

Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?

sábado, 12 de junho de 2010

Pré-Paradoxal

Pedaços de pedra


Caminhos, luz e sombra

O utilitarismo tomou conta

Não há mais regras para o Caos

E o que tinha uma ordem e era esperado não existe!



Os fins e meios se confundem e se completam

Não há verdades nem mentiras...

Certo e Errado são dois conceitos substituíveis

Cada vez mais, sendo trocados por

Adequado e Inadequado



E o mundo ficou Antiquado

Antidepressivo tomado por seres reais

Sem semantica ficou curto o léxico

Na profundeza e a simplicidade da menor palavra dotada de significado relacionada a dor:

Amor!



E não existem mais modelos

E o paradoxo do paradoxo é o anti-paradoxo

Complexo, não?

Mas se a vida fosse incomplicável...

E se a vida fosse menos corrida...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Apenas 4% dos brasileiros têm hábitos sustentáveis

Apenas 4% dos consumidores brasileiros praticam o chamado consumo consciente – modo que extrapola o atendimento de necessidades individuais, levando em conta os reflexos do consumo na sociedade, economia e meio ambiente.

O dado é de uma pesquisa da Cetelem, empresa do setor financeiro, que aplicou a metodologia Teste de Consumo Consciente (TCC) criada pelo Instituto Akatu – que atua com foco na mudança de comportamento do consumidor. O teste considera o cumprimento de 13 comportamentos simples, como apagar as luzes ao sair de um local ou fechar a torneira ao escovar os dentes; quanto mais desses hábitos são seguidos, maior o nível de comprometimento do consumidor. A pesquisa foi realizada entre janeiro e abril de 2010.

Ao todo, 65% dos entrevistados são enquadrados como “iniciantes” – adotam entre três e sete desses comportamentos sustentáveis. Por outro lado, 11% são “indiferentes” sobre o impacto de seu comportamento de consumo em relação ao meio ambiente, praticando, no máximo, dois hábitos sustentáveis. A parcela consciente da população (4%), segundo a pesquisa, adota de 11 a 13 comportamentos.

“São pequenas atitudes, como saber utilizar a energia conscientemente. Desse modo, podemos melhorar o fato de consumirmos 40% a mais do que o planeta permite. A nova geração já tem mais consciência, pois discute a sustentabilidade nas escolas”, avalia o coordenador de mobilização do Instituto Akatu, Ricado Oliani.

O estudo aponta que o nível de escolaridade está diretamente relacionado ao grau de comprometimento do consumidor; quanto mais instruídos, maior o nível de consciência. Já as mulheres são mais comprometidas do que os homens. Nos outros grupos de consumo, no entanto, não há diferença significante entre os gêneros.

O Nordeste e o Sul apresentam-se como os mais indiferentes, enquanto o Sudeste é o mais comprometido. Os iniciantes são, de certa forma, distribuídos uniformemente entre as Regiões. Entre os conscientes, 94% vão aumentar as economias nos próximos 12 meses, percentual que diminui conforme os grupos de consumo, chegando a 70% entre os indiferentes.

A grande quantidade de lixo produzido no Brasil e a pequena quantidade de resíduos reciclados no país indicam quanto os dados da pesquisa preocupam. Segundo uma pesquisa realizada em 2009 pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), a geração de lixo atual é de 1,152 kg por habitante por dia no Brasil, padrão próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por habitante por dia.

Ao mesmo tempo, um estudo realizado em 2009 pelo Instituto Ethos apontou que enquanto o Brasil recicla menos de 5% do lixo urbano, nos Estados Unidos o índice é de 40%.

Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, o problema é a adaptação da sociedade e sim o modelo econômico em que ela está inserida. “Não adianta idealizar uma vida sustentável para todos porque este sempre irá esbarrar no capitalismo com sua propaganda que incentiva o consumismo. O incentivo ao consumo consciente é importante para conscientizar a população, mas isso não vai resolver o problema”, afirma.

(Envolverde/Aprendiz)

Brasil lidera ranking de sustentabilidade

O Brasil encabeça o ranking de combate à mudança climática publicadoem 14/12/2009 pela ONG Germanwatch e a rede Climate Action Network (CAN), organizações não-governamental europeias. Pela 1ª vez desde que o indicador começou a ser medido, um país emergente ocupa a liderança da lista, superando países desenvolvidos economicamente como a Suécia, a Alemanha e a Noruega. As informações são da BBC Brasil.

O Brasil obteve nota 68, o que o coloca no grupo dos países cujo desempenho no combate à mudança climática é considerado “bom”. No mesmo grupo ficaram a Suécia (67.4), Grã-Bretanha e Alemanha (65.3), França (63.5), Índia (63.1), Noruega (61.8) e México (61.2).

“É muito bom que países emergentes estejam ganhando posições neste ranking. Estão mandando um sinal claro, durante as negociações de Copenhague, de que estão comprometidos em combater a mudança climática. Gostaria apenas que outros países europeus estivessem demonstrando o mesmo compromisso para com as mudanças positivas”, avaliou o diretor europeu da rede CAN, Matthias Duwe.

Esta foi a quinta edição do índice de desempenho da mudança climática (CCPI, na sigla em inglês) que avaliou as medidas que estão sendo tomadas em 57 países e as comparou com o que está sendo feito em outros países e o que a organização considera necessário ser feito para evitar um aumento de 2º C na temperatura do planeta.

Como a ONG considera que “nenhum país está se esforçando o suficiente para prevenir uma perigosa mudança climática”, nenhum desempenho foi considerado “muito bom”, o que deixou vazias as três primeiras posições do ranking.

As duas ONG elogiaram a melhora do marco legal de proteção ao clima no Brasil. Mas adotaram uma postura cautelosa em relação à desaceleração do ritmo de desmatamento que reduziu as emissões de carbono do país.

“Ainda não está claro se isto é resultado de uma menor demanda por óleo de palma e soja na atual crise econômica.”

O indicador foi divulgado no mesmo dia em que as negociações sobre o clima na capital dinamarquesa esbarram em um impasse, com os países emergentes acusando os desenvolvidos de promover um acordo sem força para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. No rascunho de acordo apresentado na sexta-feira (11), as metas de cortes na emissão de carbono variam de 25% a 45% até 2020.

Para os divulgadores do CCPI, as metas apresentadas pelos países ricos são “insuficientes”. No fim da lista, entre os países com desempenho “muito ruim”, figuram o Canadá (40.7) e a Arábia Saudita (28.7).

A ONG ressaltou que, apesar de estar entre os dez maiores emissores mundiais de CO2, até agora o Canadá não anunciou nenhuma política significativa em relação ao tema. Já a Arábia Saudita, o maior produtor mundial de petróleo, é considerada uma espécie de “inimiga” dos ambientalistas por questionar a origem e a importância do fenômeno de aquecimento global. Na mesma categoria, e a apenas oito do fim do ranking, ficaram os Estados Unidos (46.3).

“Há uma série de propostas de políticas climáticas tramitando no Congresso americano no momento, mas nenhuma ainda aprovada”, disse o diretor de políticas da Germanwatch, Christoph Bals. “Uma lei que realmente reduza as emissões, assim como uma posição forte em Copenhague, melhoraria sua posição no ranking”, acrescentou. (Edição: Rivadavia Severo)


(Envolverde/Agência Brasil)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Palácio Tiradentes - MG - Maior prédio suspenso do mundo

O Palácio Tiradentes, projetado por Oscar Niemeyer, é considerado uma das obras mais ousadas do arquiteto em 70 anos de carreira. A edificação, com quatro pavimentos, é o maior prédio suspenso do mundo, com um vão livre de 147 metros de comprimento e 26 de largura. O engenheiro José Carlos Sussekind, responsável pelos cálculos do prédio, destaca o ineditismo do projeto. "Ele não tem nenhum apoio. É um prédio único, pois tem quatro andares, é envidraçado e de concreto armado. Fora do país não temos referências de projetos semelhantes, pois os arquitetos ainda não se atreveram a tanto. As referências que temos são projetos do próprio Oscar Niemeyer feitos no Brasil, como o prédio da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, que tem um vão de 40 metros, e o Museu Nacional de Brasília, com uma cúpula de 80 metros. E em São Paulo temos o MASP, projetado por Lina Bo Bardi, com um vão livre de 80 metros".

A futura sede do Governo de Minas abrigará cerca de 300 funcionários que trabalham na Governadoria, Vice-governadoria e Gabinete Militar. Além dos quatro pavimentos, o prédio é formado por subsolo e pilotis, totalizando 21 mil metros quadrados de área construída. Em seu interior, conta com um salão de 1.200 metros quadrados de área, que será destinado a solenidades oficiais, biblioteca e serviços de apoio.

O prédio foi construído sobre 30 pilares metálicos provisórios, que permitiram a realização da obra na ordem natural, do primeiro pavimento até a cobertura. Com a retirada dos pilares, o edifício passou a ser totalmente sustentado por 30 tirantes, formados por três conjuntos de 12 cabos de aço. Os cabos estão presos em 15 vigas de concreto de 20 metros de comprimento e 3,4 metros de altura, localizadas na parte superior, e apoiadas em dois grandes pórticos paralelos de concreto armado. De acordo com o engenheiro João Eduardo Dutra, coordenador das obras da Sede do Governo, a estrutura do prédio foi concebida para suportar uma carga de até 34 mil toneladas.

Antes da fase de acabamento do prédio, teve início o processo de transferência gradual da carga dos pavimentos – até então aplicada nos pilares provisórios – para os cabos de aço, sustentados pelos pórticos e pela cobertura do prédio, o que deixou o prédio suspenso. O processo de migração das cargas durou 30 dias e foi minuciosamente monitorado pelos engenheiros e técnicos responsáveis. Contra as ações do vento, a estabilidade do bloco de concreto suspenso é garantida com o apoio das passarelas de acesso, que fazem ligação com a torre de elevadores e com o heliponto.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sabará e seu povo: 297 anos de elevação à Vila Real

Com belas montanhas, fortes rupturas de declive, vales encaixados, igrejas, casarões e grandes marcos históricos preservados, Sabará em sua área de aproximadamente 304 mil quilômetros quadrados, abriga nos seus diversos bairros e regiões, pessoas de todas as idades, raça, cultura e religião, com diferentes perfis, estilo e ritmo de vida.

Do ponto de vista sociológico, o perfil dos moradores que residem no Centro Histórico, Arraial Velho, Pompéu, Roça Grande e outros, é caracterizado por sua ativa convivência com o patrimônio histórico, que já possui três séculos de existências. De acordo com o historiador, arqueólogo e pesquisador, Reginaldo Barcelos, no centro ainda vivem antigas famílias que tentam manter as tradições culturais como as belas festas de carnaval e religiosas entre outras que se desenvolveram ao longo da história da cidade.

O historiador conta, que os jovens dessa região têm mais opções de lazer, geralmente frequentam clubes, praças, restaurantes, Teatro Municipal, entre outras. Já a 3ª idade gasta suas energias em bailes e encontros que, por exemplo, acontecem no Clube Mundo Velho. Segundo Reginaldo essa população conta com os empregos oferecidos pela prefeitura e pelo comércio da cidade.

Em relação aos que vivem em General Carneiro, Marzagão, Fátima e demais bairros da proximidade, o estilo de vida é diferente. Segundo o historiador após a decada de 40, esses bairros, receberam um grande número de migrantes que vieram do norte de Minas, à procura de emprego e melhores oportunidades de vida. Em sua grande maioria, as pessoas que vivem nestas regiões são trabalhadoras, esforçadas, buscam sua fonte de renda em empregos oferecidos nos comércios e empresas de Belo Horizonte, além de muitos trabalharem informalmente. Essa população nao tem muita opção de lazer dentro do bairro, o que limita em um relacionamento mais social.

Já os moradores dos bairros, Alvorada, Novo Alvorada, Nova Vista, Ana Lúcia e proximidades, diferenciam por estarem na divisa de Belo Horizonte com Sabará. Essa população conta com mais opções de transporte como o metrô e um número maior de linhas de ônibus. O arqueólogo diz que no geral o Alvorada e o Nova Vista são formados por pessoas de classe mais baixa, nao têm muitos espaços para o lazer, por isso eles sao mais caseiros. A comunidade é esforçada e luta por uma vida melhor. Já no Ana Lúcia, residem pessoas de classe média e de classe média alta, onde encontram-se belas construções de casas e prédios. A população conta com um bairro bem estruturado, com bancos e excelentes escolas. Possuem um nível de escolaridade maior, têm mais opções de diversão frequentam bons restaurantes e pizzarias.

O Nações Unidas é um bairro mais isolado dos outros. Em sua maioria a comunidade é de classe média. Geralmente trabalham, e estudam em BH. Frequentam tanto o Centro Histórico de Sabará quanto BH, para se divertirem. Possuem bom nível de escolaridade. Contam com ruas pavimentadas, quadra de esportes, praças entre outros. Eles têm bom convívio social, em um ambiente agradável e familiar.

Por último, a região de Ravena, que engloba todos os distritos próximos e a área dos Borges e adjacências, possui uma comunidade conservadora e rural. As fontes de renda estão voltadas para as aposentadorias e para a agricultura. Eles convivem com um patrimônio histórico proveniente do antigo Arraial da Lapa, possuem uma vida política e religiosa muito ativa, vivem bem entre si, mas nao têm muitas oportunidades de diversão. Segundo o historiador nesta região encontram-se muitas crianças. São pessoas receptíveis, com uma deliciosa culinária local. Reginaldo explica ainda que o distrito passa por problemas com a chegada de migrantes. Os sitiantes dividem suas terras em pequenos lotes que são vendidos a baixo custo, o que atrai pessoas de menor poder aquisitivo. Porém não é oferecida infra-estrutura adequada.

Estatísticas

De acordo com o censo realizado em 2007 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Sabará possui 120.770 habitantes. Com informações do censo educacional de 2007, foram matriculadas no ensino pré-escolar 2.829 crianças, no ensino fundamental 19.943 e no ensino médio 5.151 alunos, sendo distribuídos em escolas estaduais, municipais e particulares. No ensino superior, em 2005, foram matriculados 926 universitários, sendo todos de escola particular. Com relação à vida civil da população, no censo de 2006 foram registrados 604 casamentos, 78 separações judiciais e 108 divórcios. Sobre o censo agropecuário realizado em 2006, foram detectados 105 estabelecimentos agropecuários, 78 com pastagens naturais, 75 com matas e florestas e 43 com produção de leite de vaca, entre outros. Com relação à frota de veículos, foram registrados no ano passado, 13.400 mil automóveis, entre caminhões, caminhonetes, micro-ônibus, motocicletas, veículos de passeio entre outros.

terça-feira, 27 de abril de 2010

50 anos de muitas coisas...

O ano de 2010 é marcado por diversas comemorações dignas de menção e que a todo instante aparecem na mídia, tais como os 50 anos da capital federal, Brasília, o cinquentenário de importantes nomes da cultura brasileira, no esporte, Ayrton Senna, no humor, Renato Aragão comemora 50 anos de Didi e na música, o Rei Roberto Carlos celebra 50 anos de carreira... Enquanto isto, os mais novos homenagem o brasiliense, Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, que completaria 50 anos em 2010. Se a brincadeira dos cinquentões fosse continuar iríamos longe nesta prosa, e se fosse para mencionar outras idades, mais prolixo seria o texto, por exemplo, como deixar de falar dos 100 anos do médium Chico Xavier?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sobre a terra

Sobre a terra, claridade e luz
Entre você e o céu, imensidão
Apenas duas hastes, cruz
O céu se dista de ti
O brilho dos olhos reluz
Antes que algo aconteça, parti
Partir sem rumo, sem direção
Sobre todos, mesmo nas trevas, luz

terça-feira, 20 de abril de 2010

Outro dia como um dia qualquer - 20 de abril

Pois é...

... nem tudo é da forma que gostaríamos que fosse!...

Hoje é terça-feira, 20 de abril, mas está com cara de sexta ou de sábado? Isto depende apenas do seu otimismo ou pessimismo. Se encarar hoje, véspera de feriado, como sexta é otimista: amanhã vai descansar. Mas tem gente que consegue pensar no lado negativo, visualizam o dia de hoje como se fosse um sábado, ou seja, preferem pensar que depois de amanhã (5ª com cara de 2ª) vai ter que voltar ao trabalho...

Pois é....

... mas não ia falar disto não, postei hoje só porque faz muito tempo que não falo nada aqui, e estou sentindo um pouco de saudades, tristeza, medo, insegurança, enfim, queria colocar para fora, externalizar este sentimento ruim e compartilhar o meu sofrer (até parece! rsrsrs)...

Às vezes, quer dizer, na maioria delas, deixamos de ser agentes de nossas vidas para sermos apenas expectadores...

Seja ator principal da peça que você está escrevendo diariamente!


Por fim:

Felia dia Mundial do Livro - 18 de abril
Feliz dia do Índio – 19 de abril
Feliz dia do Diplomata - 20 de abril
Feliz dia de Tiradentes – 21 de abril
Feliz dia do Descobrimento do Brasil – 22 de abril

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

das coisas sobre o amor II

Já que meu amigo Gabriel Pozzi citou Vinícius de Moraes resolvi reler e tentar entender um pouco mais de alguns de seus poemas... Como não tenho obrigação de ser fiel a literatura e respeitar fielmente aquilo que todo dissem (embora concorde que sua obra literária é fantástica), entretanto como todo ser humano, tenho direito de expôr minha opinião, que pode/deve ser contestada!

Segue o poema:

Discordo de Moraes
Não precisa ser infinito enquanto durar
Necessita, simplesmente, que seja intenso
Intensamente Intenso

Que faça-nos voar
E coexista nos corações daqueles que amam
De modo que haja comunhão plena entre os amantes
Que seja bom para todos os amados e amadores...
(...)
Não precisa durar nem perdurar
Seja simplesmente o melhor do momento
Por isso acredito nos amores múltiplos
Na possibilidade de amores diversos...
Amar diversas pessoas simultaneamente
Tal qual amamos nossos pais, namoradas e namorados,
Amamos cachorros, coelhos ou gatos
Amigos, amigas e professores
Amores individuais
Sentimentos plurais

Pra não dizer que quis crucificar o poeta
Mesmo que não completamente
Também discordo de Paulo
A maior das virtudes teologais "corintianas"
Não deveria ser a caridade
Nem o amor, muito menos a fé
Tampouco a esperança
Mas sim, a compreensão
Quem compreende ama,
E vice versa e o reverso é verdadeiro
(...)
Quem compreende respeita a fé
Permanece na espera
Vive intensamente
Pois sabe se colocar no lugar do outro
Compreender é mais que entender
É completar, aceitar, é partilhar a dor e o riso
É apoiar, é amar, é ter fé no outro
É respeitar...


(...) Discordo, sobretudo de mim mesmo, se isto tudo não é amor... o que mais pode ser?

(Esta última linha era pra ser uma paráfrase, que saiu uma frase copiada quase totalmente de uma das mais belas músicas da banda Legião Urbana)


das coisas sobre o amor I

Quero amores passageiros
Paixão veraneia
Quero amores como eclipses
Raros, rápidos, intensos
Momentos únicos
Sem protelação

Sabe o que queria?
Amores passageiros
Amores plurais
Mais de um...
... Todos de uma vida
Simultaneamente
E ao mesmo tempo, redundantemente
Simplesmente amores
Sem classificações, sem definições
Sem determinações
Amores sem regras
Com regras iguais
Amores desregrados

Quero amar como amigo
Amar como amante
Mesmo que por apenas alguns instantes
Quero o amor primeiro
Relacionamento derradeiro
Tão sublime: Amor

Verbo sem conjugação
Perfeito por essência
Divino por excelência
Sobretudo sem distinção

Amigo, amante, amado
Vivendo e amando
Amando do verbo mandar
Amando do ato de amar
Quem no coração manda e desmanda?

Amar-te
Ir a Vênus
Na infinitude do universo
Unir os versos do poema
Poema de no máximo 120 anos: vida
Para tudo serve o amar
Talvez, até para amortecer corações

Amor te mata
A morte
Amor eterno: Ilusão

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A menina que comeu a maçã verde!

"_ O nosso tempo é diferente, agente pode ficar dez anos sem um único encontro e é como se nos víssemos diariamente. Estamos sempre juntos, mesmos separados, somos uma unidade."

Angela - protagonista do livro Amadora de Ana Ferreira)

Carol disse para Beto:
_ Sexo!
A bela garota linda e ideal. Loirinha, corpinho de boneca, cabelos macios e leves que acompanhavam o sentido das brisas que o tocasse. Ela deixou Beto perplexos. Depois de uma pausa ela prosseguiu:
_ Foi só isso Beto: sexo!
Adalberto, vulgo Beto, mal podia acreditar na frieza que sua bela princesa, que até aquele momento parecera ter saído de algum dos livros infantis de contos de fadas que sua mãe contava até ele completar seis anos... Tentou balbuciar algumas palavras, mas não conseguia. Estava incrédulo. Normalmente ele é quem dizia aquelas poucas três palavras: Foi só sexo! Entretanto Carol foi mais clássica, mais articulada e, talvez, mais ágil... Conseguiu encaixar um “isso” e seu nome na mesma oração que ele já repetira por diversas vezes com outras tantas mulheres. Talvez ele não tivesse pensando nisso, porque normalmente não lembrava o nome das mulheres que jaziam em seus braços no final das transas.
_ Mas...
Ele não conseguiu continuar com nenhum argumento. Não encontrou palavras. Ela tomou a vez de homem e cravou a facada final no peito de Beto:
_ Mas, foi bom! Até que você não é de se jogar fora...
A bela, que se transformara em fera para o homem que se desfazia sobre a cama se sentindo humilhado. Beto, por sua vez, tentou retrucar mais alguma coisa, apesar de não ter conseguido falar nada, apenas uma pequena conjunção adversativa e pouco audível: “mas”. Ela levantou-se da cama, pegou uma maçã verde que jazia sobre o criado mudo, mordeu um pequeno pedaço e finalizou:
_ Bem, preciso ir!... Qual quer coisa me liga. Beijo e tchau!
A linda Carol pôs a mão sobre a boca e mandou-lhe pelo ar o mais amargo de todos os beijos que Beto receberia em toda sua vida. Ela saiu do quarto e bateu a porta. Entretanto, Beto não teve coragem de ligar novamente para a primeira mulher que o tratou como ele sempre mereceu...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sabará: Cidade Metropolitana

Não é principal
Está além da periferia
Lugar imaginário
Entre a grande capital
e as mais altas montanhas
do imenso interior

Lugar surreal
Povo superior
Algo inexplicável e anormal
No mundo de hoje
População de valor

Cidade de pouca gente
Ruas e calçadas verticais
Ladeiras anormais
População rica
Gente carente
Diversidade
Divergente

Município vizinho
Lugar “pertinho”
Cidade metropolitana
De tão próxima, distante
Integrada, cultural, pequena
Histórica, industrial, fascinante

Cidade mãe
Origem da metrópole
Simplesmente metropolitanamente
Sabará, cidade metropolitana
Como tantas outras
Igual mesmo diferente

sábado, 30 de janeiro de 2010

O menino do presente que vivia no mundo do passado

“... o tempo engana aqueles que pensam que sabem demais...
... o tempo passa e nem tudo fica...”

Trecho da música “Sobre o tempo” da banda Nenhum de Nós

O menino do presente (ou futuro atual), de apenas 13 anos estava passeando pela praça quando avistou uma bela jovem de 15 anos. Aproximou-se e foi direto ao ponto, perguntou à mocinha:

_ Menina, posso te dar um beijo?
_ Mas é claro que não menino!
_ Você acha que eu não mereço?
_ Não é isso, não é que não mereça... É que... (silêncio)
_ É o quê?
_ Esquece menino. Você é muito novo pra este assunto.
_ Novo ou não, eu já beijei um montão de gente.
_ Um monte de gente? (um leve sorriso sínico no rosto) Não é um monte de MENINAS não?
_ Não. Não beijei só meninas não!
_ (totalmente encabulada): Você não sabe o que está dizendo!
_ Eu disse que não beijei somente meninas. Você é bastante arcaica, ultrapassada, antiquada, defasada...

(...) A menina saiu completamente irritada e bastante indignada. Enquanto caminhava ainda deu para ouvir rumores dela dizendo:

_ Meu Deus, meu Deus! Em que mundo estamos? Onde vamos parar?

(...) Por fim o menino do presente permaneceu sentado e falou alto consigo mesmo:

_ Aí, ai. Já beijei um monte de meninas, já beijei mocinhas como ela, patricinhas, garotas, mulheres mais velhas... E no rosto já beijei até velhinhas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Perspectivas 2010

Pois é, é chegada a hora de retomar as atividades! "Té parece!", como diria Adolfo Caminha autor de Bom-Crioulo, quando supria a letra a dá já curta palavra "até"... Bem, continuando... Quer dizer, iniciando...

Janeiro de 2010 já chegou ao fim e muitas coisas aconteceram, mas qual a graça de escrever sobre tudo que já se sabe, né verdade? Por qual motivo, deveria falar de Haiti, se a tragédia que aconteceu naquele país já vai comemorar aniversário de mês e isto não sai de nossos noticiários? Por que não falar da fome que assola centenas de milhares de brasileirinhos e brasileirinhas do norte, nordeste, sul e qualquer outra região destas terras que chamamos de nação? Por que não falar da falta d'água em algumas localidades e do excesso desta em outros lugares?

Então pensei em falar de escândalos políticos, mas então lembrei, eles também são gente como agente e estão de férias com nós, simples mortais não eleitos. Falar do nosso ilustre presidente que passou mal? Pra quer falar de coisa ruim né? (coisa ruim, não o Lula, mas a doença que o atingiu.) Então pensei, pensei, pensei... (como se isto fosse possível...) Mas pensei em falar dos alagamentos de SP, RJ, MG, etc. e tal.

Por fim, decidi que iria fazer uma retrospectiva do mês de janeiro, já que estamos no último final de semana. Mas antes pensei em falar na ex-gordinha do vestido cor de rosa que não quis aparecer na Uniban(bi), mas sobre esta é melhor falar no carnaval, afinal é neste período que se comemora a festa da carne...

Mas como seria muito chato falar do que aconteceu e apesar de ter acontecido muita coisa, poucas de fato importaram para a maioria das pessoas, decidi pontuar alguns dos principais assuntos que estarão sendo enfiado goela a baixo da gente durante este ano de 2010:

1 – Carnaval
2 – Mais enchentes: não sou vidente pra especificar onde, mas dá pra termos uma noção
3 – Eleições 2010: fraudes, crimes, baixarias, campanhas superfaturadas
4 – Enem: mais um ano de incertezas
5 – Copa do Mundo
6 – Hebe Camargo, Silvio Santos, Edir Macedo...
7 – Escândalos religiosos
8 – Escândalos políticos
9 – Não vamos falar de gripe nem de dengue (Deus me ouça)
10- Mais enchentes
11 – Imprudência no transito
12 – BBB
13 – Zagalo (será que vamos falar mesmo do velhinho?)
14 – Outras coisas e mais escândalos.

Top 7