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Mostrando postagens de Outubro, 2008

Sinfonia dos Sonhos (Marcus Viana)

Os planos E Os sonhos que ardem em nós diamantes no fundo de um rio a rolar Cometas pelo céu Os sonhos são assim Essencia luz das constelações a plenitude do fim Seguea nave vida pelo azul e os nossos desejos vão além além Teu corpo Alegre Colado ao meu A vida Pulsando Na luz dessa manhã Um novo mundo vem Nos estaremos lá Nas praias de um futuro bom Grãos de Areia a brilhar ...

Uma noite

“Cada doença pertence a um doente. Cada doente tem uma mente. Cada mente é um universo infinito.”
Augusto Cury
Há mais de uma semana ela não conseguia dormir direito. E Clarisse adormeceu. A dor fatigava-lhe, não agüentava mais. Há dois anos estava enclausurada naquele hospital. Não recebia mais visitas constantes. Sabia que aquele seria seu último lar. Mas a dor maior era o abandono. Abandonada pelo marido, pelos filhos, pelos amigos, por Deus. Pobre Clarisse! Mas o pior abandono era o dela mesma. Não queria mais viver. Queria que Deus se redimisse dos pecados dele e ao menos fosse justo e a levasse dali. Blasfêmia! Era o que todos diziam quando expressava sua teoria. Mas pouco se importava para a opinião dos outros. Ainda não tinha compreendido porque chegara aquele estado. Não entendera até aquele momento o motivo de sua existência, não queria pensar nisso agora, por qual motivo pensar na vida, quando a morte bate a porta como se fosse arrombar a morada? E naquela noite, ao contrário…

Falar o quê?

_Sorria André!
_Por quê?
_Porque hoje é um dia ótimo!
_P’ra você!
_Nossa... Que mau humor
_Nada...
_Vixi... ‘Tá afetado!
_Vai se.... (...) To nada! É o calor
_Hãn hãn! Sei. Que foi?
_Já disse! Nada!
_Que nada que nada, já viu alguém ficar assim por nada?
_(Impaciente) Vai continuar insistindo?
_(Sorrindo) Sim...

(....)
André levantou a barra da camisa, sacou de sua cintura uma arma calibre 38 e alvejou seu interlocutor com três tiros. Dois na cabeça e um no coração.


Às vezes as pessoas só que se calar, precisam de silêncio e de um tempo para pensar...

Final de Semana

Domingo passado meu vizinho me chamou para jogar bola no campo da fazenda. No sábado, abri a última gaveta do guarda-roupa do meu quarto e deparei com minha coleção de cartões. São mais de 2.000 unidades amontoadas em duas pastas e alguns misturados no fundo da gaveta com papéis velhos e novos que se confundem e se degradam com o passar dos dias.
Saí no quintal e ao olhar para cima... vejo vários cocos em tempo de serem apanhados, cocos nucifera L da família das Arecaceae, enfim, coco da baía mesmo, embora discorde desta nomenclatura, uma vez que o coqueiro lá de casa é muito mais mineiro que “nordestino”, já que qualquer lugar ao norte do sudeste é chamado de nordestino. Mas voltando ao que dizia, olhei aquelas obras da criação divina e não tive dúvidas. Lá fui eu fazendo estripulia, armei a escada. E arriba! Quer dizer e subi e peguei os cocos e desci e tomei muita água do seu ventre, digo, do seu interior. Calor, primavera com cara de verão. E a região metropolitana de Sabará está c…

Contradição

Só por instante quero estar preso por vontade própria
Em um universo infinito que se forme por e para mim
Quero viver sem precisar de correntes
Amarrado ao céu e as estrelas que se fazem presente
Sem sentir o mundo que sente a falta de ser feliz
Sem necessariamente entender a demanda da fé
Crer naquilo que não se vê, sem medo de se fazer bem
Quero fazer o mal ao menos uma vez
Quero atormentar o coração de quem eu amo e me deixa amar
Quero envenenar a alma e o corpo daqueles que me fizeram mal
Mas quero em um segundo que seja falar o que ta aqui
Que está preso em minha traquéia e é regurgitado agora
Falar todos os termos que humilhem e derrotem o inimigo
Quero ser mais egoísta do que sou
E ser mais odiado do que amado,
Quero viver sem precisar ligar para o que você me diz
E dizer aquilo que você tem medo de ouvir
Porque tu sabes que se decepcionará
Amor te mata
A morte mata
Amar-te Mata-me
Mata
Morte
Mote
Amar-te
Morres tu
Porque em mim pra sempre vai haver o sentimento de contradição!

Pisando em Papel

Acordei falando isso umas duas vezes seguidas sem saber o significado. Levantei e continuei pensando no significado destas três palavras: pisando em papel! Já ouvi diversas vezes a expressão pisando em ovos, porém em papel nunca tinha ouvido antes. Não fiz e, talvez ainda não faça, a menor idéia do significado do que disse, pode ter sido algo remanescente de algum sonho ou pesadelo, até porque, se foi ou não, de verdade, não me lembro.
Só sei que depois de repetir os três termos não consegui mais dormi. Fiquei esperando o alarme do celular me lembrar que estava na hora de arrumar para mais um dia, para mais uma terça. Porém, uma terça-feira, 28 de outubro diferente, pois passarei o dia inteiro tentando desvendar o mistério das palavras que dizemos sem saber o que significam. Bem dos males, o melhor, pelo menos não sei o que disse enquanto ainda, de certa forma, dormia, enquanto tantos outros insistem em falar tantas coisas sem nenhuma utilidade estando acordado... Mas para garantir vou…

Sensações...

Acordei com a sensação de ainda estar dormindo, isto, talvez, porque não quisesse estar no mundo naquele dia. Simplesmente se perdeu... Tudo o que eu mais queria não poderia mais ter, se fez desilusão, enfim, não deu. Fiz de tudo para tentar não perder, mas a vida é um jogo, o qual não admite empates, ou se perde ou se é vencido, ninguém ganha, o destino final é um só pra quem passou a vida inteira sorrindo e pra quem chorou durante todos os dias da vida.

Viver não é sorrir trinta horas por dia, nem querer ser bom naquilo que não sabe-se fazer, este é o meu mal maior e maior medo: querer ser aquilo que os outros querem que eu seja, mas sou o que a sociedade deseja que eu fosse, e não realmente o que eu queria ser.

Que sensação estranha, talvez o que há de mais bonito em nossa relação é que a primeira vez em que você disse me amar foi quando terminamos aquilo que não deveria ter começado. Mas, talvez o fato de sermos dois adultos com coração (e mente) de criança tenha nos feito tão be…

Mas nem tudo está perdido!

A simplicidade de se estar sorrindo
Faz-nos sempre mais unidos
Falar de amor é fácil
Falar de coisas bonitas é agradável
Só que poemas são somente palavras
Palavras da boca para fora
Rimar não é preciso
Ver Falar
Cheirar
Ornamentar Cantar
Orar
Viver
Ta vendo como as coisas são?
Vai tudo bonitinho rimando, rimado, estando...
Rimando com o ar que respiramos
Mas no final não dá
Viver não dá
Falar de verdades
Incomoda
Falar a verdade
É incômodo
Escrever sobre problemas
Incomodante
Falar de violência
É normal, banal e vital para quem comunica
Mas por qual motivo ler um poema que fala da dor?
Que descreve seqüestros
Que relata sofreres e desamores e lágrimas e tristeza e maldade e morte...
Pra isso nem leia, ninguém lê
É só abrir os olhos e ver ver o mundo se ver Tem gente que ainda vê na TV
E diz que não é sério e fala que é normal Tudo é normal
Estamos esperando o próximo acontecimento
Enquanto a próxima vítima não for agente [se já não é
Está tudo bem
Está tudo ótimo
Ria do que aconteceu ontem
E chore pelo que vai acontecer aman…

Primavera no Parque

Ontem à tarde fui ao parque municipal. Gente como é bom brincar de ser criança, de ver o tempo passar e sentar no banco debaixo de uma árvore e deixar o vento soprar em nossos rostos e levar com ele as lágrimas que teimam em cair dos olhos que perderam o vigor e a vontade de lutar para viver. Sentei no banco e fiquei conversando com um amigo, mas sem olhar nos olhos dele. Olhando para o céu, para o ar, para as nuvens, para a grama, olhando para o lago, para o lado, olhando para os árvores, para os transeuntes apressados e outros tão calmos que parecia que a vida não ia acabar no outro dia, e diga-se de passagem, de fato, a vida não acabou – coitado dos que correram infelizmente não apressaram o fim, apenas estressaram-se. Mas como estava dizendo, conversamos e falamos de banalidades e de coisas sérias, falamos de Deus e do demônio, a conversa passou por temas universais como o amor e a falta deste, e coisas sem importância como política e eleições municipais de Belo Horizonte, e olha …

Sonhos

Durante um período da vida agente descobre que nossos sonhos embora existam, nem sempre são concretizados e que vários destes se tornarnam grandes desilusões e que nossos desejos nem sempre serão realizados, porque, ao contrário do que muitos tentam acreditar nem tudo é do jeito que gostaríamos que fosse. Mas isto não é motivo para desistir dos objetivos e metas e sonhos e vontades, primeiro porque isto não se trata de uma regra e mesmo se fosse poderia haver exceções.
É importante que se tenha os pés no presente, lembre os erros do passado e o olhar no futuro, mesmo sabendo que nada do que se imagina acontecerá, é fundamental que se trace o que se quer para o amanhã, uma vez que quando se deseja algo, as pessoas passam a lutar mais motivadas, quando se quer alguma coisa, mesmo que pareçam impossíveis, aí sim as pessoas fazem, não digo o impossível, até para não repetir a mesma palavra duas vezes, mas sim, talvez o impensável, o improvável para atingir o ideal.
Ter sonhos é bom, realizá…