Final de Semana

Domingo passado meu vizinho me chamou para jogar bola no campo da fazenda. No sábado, abri a última gaveta do guarda-roupa do meu quarto e deparei com minha coleção de cartões. São mais de 2.000 unidades amontoadas em duas pastas e alguns misturados no fundo da gaveta com papéis velhos e novos que se confundem e se degradam com o passar dos dias.
Saí no quintal e ao olhar para cima... vejo vários cocos em tempo de serem apanhados, cocos nucifera L da família das Arecaceae, enfim, coco da baía mesmo, embora discorde desta nomenclatura, uma vez que o coqueiro lá de casa é muito mais mineiro que “nordestino”, já que qualquer lugar ao norte do sudeste é chamado de nordestino. Mas voltando ao que dizia, olhei aquelas obras da criação divina e não tive dúvidas. Lá fui eu fazendo estripulia, armei a escada. E arriba! Quer dizer e subi e peguei os cocos e desci e tomei muita água do seu ventre, digo, do seu interior. Calor, primavera com cara de verão. E a região metropolitana de Sabará está cada vez mais quente nos últimos dias.
Mas não fui jogar bola neste final de semana, também não organizei os cartões, tão pouco, cortei o cabelo, quanto mais a barba, apenas pensei, refleti, li, brinquei, chorei e sorri.
Foi um final de semana normal, subi em pé de manga taquei pedras pro alto sem motivo aparente, comi jambo ainda verde e também maduro, vi a destruição e observei o futuro.
Não foi um fim de semana bom, relembrei coisas que não queria mais saber que aconteceram e relembrei coisas que ainda vão acontecer como dito, não foi bom, foi maravilhoso.
A felicidade não está no outro parte do interior e se encontra em cada sementinha por mais simples e imbecil que possa parecer!

Comentários

  1. Pelo que me parece o Sr. Alam aprendeu com o meu recado, né?! Rs....Mas nem lembrou de levar água de coco pra mim....snif!

    E ah, tacar pedras pra cima sem motivo aparente: uh....você é doido!
    hehehehehehe, brincadeira!

    Bjs!

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