segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Feliz Ano Passado!

Mais um ano, novamente aquelas mensagens de Natal e de desejos de um ano novo melhor, com saúde e blá, blá, blá, que estamos todos acostumados a ouvir neste período!
Mas cabe também, neste período, começar a relembrar das coisas boas e ruins que aconteceram. É um momento de reflexão e pensar se realmente valeu a pena o ano de 2008. Começando a pensar hoje se minha vida este ano foi boa, ou se o mundo este ano melhorou ou se na ganância humana só destruição causou.
Teve menina novinha sendo atirada da janela do apartamento, supostamente pelo pai e o sobrenome da família virou sinônimo de coisa ruim, que nem ouso pronunciar.
Teve criança sendo arrastada pelo carro, teve seqüestro no estado de SP que durou vários dias, com agonia das famílias e com final trágico, fazendo a seqüestrada morrer pelo amor doentio de um jovem que, talvez, - digo talvez porque quem sou eu para afirmar-, não soube amar!
Teve também diversas manifestações nas areias das praias cariocas, de rosas a cocos representando as vítimas da violência. Se fosse uma obra de arte de repente não fosse tão belo...
Teve jogos olímpicos em um país ocidentalmente desconhecido. Teve chuva de granizo em Belo Horizonte que devastou a cidade e deixou a população “sustada” e no sul, tempestade que mobilizou o país inteiro. Tiveram também guerras no oriente, eleições históricas como a de um negro nos EUA e uma campanha no mínimo diferente em Belo Horizonte!
Teve, também anarquistas querendo tomar o poder na Grécia, caso e escândalos envolvendo artistas e famosos.
Teve problema ambiental.
Tiveram crianças mortas por pais, pais que mataram filhos, bebês achados e perdidos como mercadoria em uma sociedade surreal!
Escândalos políticos e crise econômica mundial. Teve morte e nascimentos, teve choro e sorriso!
“E hoje tem palhaçada? Tem sim senhor!” E hoje tem uma expectativa positiva para o nosso futuro? “Tem sim senhor!”

domingo, 14 de dezembro de 2008

Estranho, mas só sei ser assim!

É estranho o homem se dividir entre o bem e o mal!
É estranho o curto espaço que separa a alegria de um sorriso e a tristeza de uma lágrima!
É estranho o que distância a frieza do calor de duas almas em fração de segundos incronometráveis.
É tão estranho o que nos faz seres duais...
E a dualidade humana torna-nos seres estranhos!
Somos tão estranhos que nem assumimos nossa estranheza.
Erros e acertos caminham lado a lado e em estradas que se cruzam a cada centímetro, a cada milímetro, a cada espaço físico ou imaginário.
Sou estranho e estranhamente gosto disto...

Gosto de ser bom e adoro ser malvado,
Embora não me sinta um vilão ou um ser do mal, apenas faço o bem do modo errado,
Pode até ser que isto não se justifique, mas as conseqüências vão futuramente falar-me isto...
Protagonizo e antagonizo minha vida, enquanto alguns agonizam em seus dias na terra!
Busco meu destaque em meus passos que escrevem trechos no livro da vida!

Se, se é estranho ser estranho para o mundo, para mim estranho é ser normal!
Se é que isto existe ou vai existir algum dia!
Minhas atitudes não condizem com minhas palavras
Suas ações não me satisfazem
Seu choro não me comove
Seu riso não me alegra
Falsidade e incertezas, medos e verdades em teu olhar
Viajo pelas estrelas de tua face
E ando, como outro poeta dissera outrora, pelas luas de BH.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Memórias de Fê Vividas em uma Tarde Primaveril

Quero lavar minha alma com água pura, cristalina e doce que faz renascer e renova meu ser, porém sem perder nesta limpeza as lembranças que me animam e me fazem crescer. Que edificam meu espírito e consolidam meus passos em uma estrada fria que me conduz ao início.

Quero acordar e ver o mundo de dentro para fora, do lado escuro pro claro, da esquerda para a direita, de baixo pra cima, da fonte para o mar, do meu micro universo para o infinito.

Quero poder olhar para o relógio e não enxergar a hora porque quando estou com você um segundo equivale a uma vida e cada fração do mesmo que passo distante de ti é uma morte!
Quero sentir novamente teu cheiro, sentir o sabor de tua boca, teus lábios nos meus, a barba e o boné, os carros passando pela avenida e as pessoas observando...
O piercing, que poderia ser incomodante serviu como um acessório que complementa teu ser. Tuas mãos sabem caminhar sozinhas pela minha face e me transportam para um universo onde o pecado contribui para a felicidade no paraíso. Não sei onde colocar minha mão em teu corpo, talvez porque meu desejo fosse te compactar e comprimir, guardando-te dentro do meu peito como em um processo osmótico no instante em que sinto todo o seu corpo sobre meu dorso.

Uma sensação indescritível. Novidades que não são tão novas, mas que aconteceram de uma maneira tão especial ao ponto de me fazer sentir bem. A emoção domina a razão e o medo de ser visto tornou-se apenas mais um ingrediente que não foi necessário na despedida.

Contigo consigo ser uma criança que na pureza fala as peripécias as quais aprontou durante o dia, falando a verdade integralmente, correndo o risco de ser castigado por má-criação cometida em outrora, mas mesmo assim pretendo manter-me assim com você: transparente!

E por fim, quero erguer minhas mãos para o céu e agradecer por conhecer-te!

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