Memórias de Fê Vividas em uma Tarde Primaveril

Quero lavar minha alma com água pura, cristalina e doce que faz renascer e renova meu ser, porém sem perder nesta limpeza as lembranças que me animam e me fazem crescer. Que edificam meu espírito e consolidam meus passos em uma estrada fria que me conduz ao início.

Quero acordar e ver o mundo de dentro para fora, do lado escuro pro claro, da esquerda para a direita, de baixo pra cima, da fonte para o mar, do meu micro universo para o infinito.

Quero poder olhar para o relógio e não enxergar a hora porque quando estou com você um segundo equivale a uma vida e cada fração do mesmo que passo distante de ti é uma morte!
Quero sentir novamente teu cheiro, sentir o sabor de tua boca, teus lábios nos meus, a barba e o boné, os carros passando pela avenida e as pessoas observando...
O piercing, que poderia ser incomodante serviu como um acessório que complementa teu ser. Tuas mãos sabem caminhar sozinhas pela minha face e me transportam para um universo onde o pecado contribui para a felicidade no paraíso. Não sei onde colocar minha mão em teu corpo, talvez porque meu desejo fosse te compactar e comprimir, guardando-te dentro do meu peito como em um processo osmótico no instante em que sinto todo o seu corpo sobre meu dorso.

Uma sensação indescritível. Novidades que não são tão novas, mas que aconteceram de uma maneira tão especial ao ponto de me fazer sentir bem. A emoção domina a razão e o medo de ser visto tornou-se apenas mais um ingrediente que não foi necessário na despedida.

Contigo consigo ser uma criança que na pureza fala as peripécias as quais aprontou durante o dia, falando a verdade integralmente, correndo o risco de ser castigado por má-criação cometida em outrora, mas mesmo assim pretendo manter-me assim com você: transparente!

E por fim, quero erguer minhas mãos para o céu e agradecer por conhecer-te!

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