Sobre o metrô, a vida e o amor!

Vi hoje, enquanto observava a paisagem urbana através da janela lateral do metrô de Belo Horizonte, que mais parece um trem urbano, mas isto não vem ao caso... como dizia, observei a existência de uma planta entre os dormentes, no meido das pedras que forram o chão dos trilhos.

Notei a presença de uma planta no terreno, não digo solo, pois a costuma-se associar a ideia de solo à terra, mas como ela está muito abaixo da espessa camada de pedras azuis, como se fossem grandes britas, que estão dispostas por todo o intinerário do metrô: de Venda Nova ao Eldorado (estações terminais da linha de metrô da capital mineira).

Pois é, mas o que tem isto de importante?

Talves nada, entretanto, refletindo interiormente, cheguei a conclusão que existe vida mesmo onde tudo que se encherga é morto e inerte. Analogamente, é possível crer que existe amor mesmo onde só percebe-se a presença de ódio.

Veja só, havia vida num solo inóspito, mas mesmo assim uma força estranha fazia algo existir naquele local.

São poucas as pessoas que veem a pequena planta de largas folhas verdes entre os trilhos que sustentam o metrô quando este ruma sentido Eldorado, mas quer vejamos ou não... a planta sempre vai estar lá! Com a vida e o amor acontece da mesma forma. Eles não dependem que o outro saiba que exitem, continuam existindo, entretanto, são muito mais belos e bem aproveitados quando reconhece-se suas existências.

Comentários

  1. as pessoas só enxergam o inóspito porque é mais fácil vê-lo do que a presença da vida. é mais fácil enxergar ódio do que amor. para sorte dos q sabem aproveitar, a vida é indiferente ao nosso conhecimento.

    abçs

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  2. O mundo tem maior facilidade em enxergar o que é feio e não presta, poucos conseguem ver a beleza na simplecidade, me lembrou aurea mediocratis, um dos temas classicos do arcadismo.

    Beijos

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