domingo, 18 de agosto de 2013

Como ter fé nos tempos modernos II: Meu Senhor e Meu Deus! (Parte B)


Maria percebe que o lugar em que seu Senhor estava disposto foi violado. Viu a pedra removida do sepulcro”. Você vendo a pedra rolada e a porta do sepulcro aberta teria entrado ou tomaria a mesma atitude de Maria Madalena? Pois, o evangelista é claro ao narrar a reação dela: “Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!”. Paremos para refletir mais um pouco. No universo de 12 discípulos, Maria foi justamente a Pedro e ao discípulo que Cristo mais amava para anunciar o que a apavorava. Até este ponto, ela não sabia o que acontecera com o corpo de Jesus, que para ela teria sido violado e roubado.  Por que os escolhidos foram estes dois discípulos? Você já se colocou no lugar deste discípulo que Cristo mais amava? Mais uma vez evidencia-se o destaque do Apóstolo Pedro.

O Evangelho prossegue: “Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro. Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou. Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão. Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu. Em verdade, ainda não haviam entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dentre os mortos”. Observe quantas vezes a palavra ver está empregada, não só neste trecho, mas em todo este capítulo. Maria viu a pedra removida, o discípulo a quem Jesus amava viu os panos no chão, Pedro entrou no sepulcro e viu os panos e o sudário. Uma frase resume bem o que quero falar. Eles viram e creram. Quando chegarmos à análise do comportamento de Tomé, a seguir, iremos comparar este “ver e crer” de Pedro, Maria e do Discípulo que os acompanhava.

Mesmo com a constatação da ausência do corpo do mestre os discípulos voltam para suas casas. Esta seria sua atitude? Vendo que está acontecendo algo com alguém que você conviveu e muito ama, você percebe o desaparecimento e vai embora para a sua casa? São João relata que “Os discípulos, então, voltaram para as suas casas. Entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava”. Será que os discípulos foram para casa chorar? As mulheres tem mais facilidade para chorar, mas Jesus também chorou, quando Lázaro morreu. Mas Maria chora e lamenta, com uma dor profunda, de quem perde a pedra do alicerce. Maria chora, ainda com o peso da dor e não com a alegria da certeza da ressurreição.

O evangelista continua seu relato “Chorando, (Maria) inclinou-se para olhar dentro do sepulcro. Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras? Ela respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem procuras? Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”.

Quantas vezes, em meio a lágrimas, Deus chegou ao teu lado, conversou com você, te amparou, falou-lhe ao coração? Em quantas situações Ele te indagou o motivo do seu pranto? Quantas vezes ele te questionou o que você procura? E você tem respondido ou tem deixado tuas lágrimas cegarem sua fé. Maria conviveu com Cristo e diante do sepulcro vazio, sinal da Ressurreição, ainda assim não compreendeu e não creu, não teve fé.

Veja que novamente o destaque que temos é para o ver. Enquanto chorava Maria olhou para dentro do sepulcro e viu dois anjos. Mas ela não reconhece que se trata de anjos. Maria está de frente com uma manifestação intensa de Deus, olha e vê, mas não distingue, não percebe, não entende. Observe que o problema não está na distinção do olhar e do ver, mas do sentido que se dá ao que se enxerga. Pare para pensar, como um cego vê, ou sem ter visto, pode reconhecer aquilo que desconhece?

Na sequência o que lemos é que “Disse-lhe Jesus: Maria! Voltando-se ela, exclamou em hebraico: Rabôni! (que quer dizer Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.

Uma vez que teve a experiência descrita anteriormente, ela prontamente obedeceu e cumpriu o que lhe fora ordenado: “Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado”. Em sua vida, você tem visto, ouvido, sentido ou vivido? E tem respondido aos sinais, às mensagens e as manifestações de Deus em sua vida?

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