sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Acidente de cada dia hoje nos livrai hoje!

Ficou um pouco grande este post, mas é o que aconteceu, não tem como simplificar...
Fiquei parado depois que a moto tombou! Foi veículo para um lado e motoqueiro para o outro e eu inerte no meio da avenida. O cenário complexo e marcante: de um lado todo os carros perfilados obedecendo a lei, afinal semáforo vermelho é para isto. Veja só, a motocicleta não parou e seu piloto beijou o asfalto... Do outro lado da avenida diversos jovens esperavam a leve chuva passar, e no momento, embora, a minha atenção estivesse aplicada nos dois objetos caídos no asfalto pude ouvir um grito único e que parecia ter sido ensaiado por dias expressando o pavor e medo dos jovens que saiam daquela instituição de ensino. Olhei para o homem: medo, dor, vontade de perguntar se machucara, olhei para o estado da moto. alguns pequenos pedaços do veículo se soltaram e voaram para as margens da avenida. Um senhor no volante do carro ainda disse enquanto arrancava seu veículo:

- Pode ir embora garoto! Ele é quem estava errado! Ele que avançou o sinal!

 Mesmo assim, permaneci parado, isolado numa ilha entre dois mares agitados de carro.

Quando criei coragem para ir em direção ao acidentado e/ou causador do acidente minha atenção se voltou para o outro lado e um jovem garoto falou: _Vai lá não! Apesar dele estar errado ele vai acabar te batendo!
Mais um pouco de reflexão. Muita coisa acontece com agente em tão pouco tempo. Por milímetros não fui atingido, meus reflexos estavam bons, tive a sensação de ter desviado a perna esquerda.

Por fim, ainda parado, um infeliz que não havia presenciado a cena gritou da janela do carro para prestar atenção na hora de atravessar as ruas. Xinguei ele, ele acelerou e partiu.

Não conseguia deixar de olhar para o motoqueiro. Eu estava atrasado mas atravessei na faixa enquanto todo os carros já haviam parado e o “homenzinho” estava verde. E só fui defrontar com o motoqueiro na terceira faixa de carros.

Em segundos vivi momentos contraditórios e experimentei reações confusas. Agitação e euforia, medo e vontade de reclamar: silenciei não por opção, não sabia o que falar. Não tinha como reagir. E agora? O motoqueiro poderia ter ido atrás de mim para tirar satisfações, apesar de ele estar errado!

Mas todos erram. Talvez ele estivesse atrasado, mas se ele estava apressado tinha motivo, todos temos motivos. O atrapalhei. Peço desculpas pelos danos físicos embora não me sinta culpado.

O tempo é senhor do destino, não adianta correr para antecipar o fim, tudo tem um tempo. Corremos as vezes para fazer algo e nem nos damos conta do risco que corremos! Deus o abençoe!

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