quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Escravo do Tempo

Sou escravo do tempo
E ando por curvas e retas incertas
Olho para a estrada e nada vejo
Olho para cima e tudo que enxergo é a tempestade
Quando tento olhar mais longe
Surgem novas nuvens no céu
E o sol fica encoberto restando-me sombras

Olho para o instante
O motivo eu não sei
Mas mesmo assim não enxergo nada
E olho, por fim, o espelho
E continuo vendo a mesma coisa: nada
Não consigo distinguir a face que me encara
Frente ao espelho desconheço o reflexo
Não acredito que eu exista

Danço ao som do canto dos mudos
Ando por caminho guiado por cegos
Consigo sentir o cheiro da água e choro
Corro por caminhos e não ando mais sobre o mar
Na verdade nunca andei
Talvez, em momento algum eu tenha corrido
É certo, que quis outrora apressar o tempo
Mas a cadência dos ponteiros dos relógios não mudou
Continuo e talvez para sempre
Sendo apenas, como você, apenas mais um
Escravo do tempo!

3 comentários:

  1. Alam, isso é um problema de imagem e identidade...rs...

    E ah, vcs homens! Só sabem viver o tempo presente..hunf! (Desabafo!!!! rs...)

    Brincadeira!

    Adorei o poema, cheio de sensibilidade.

    Bjs

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  2. hum...ande..ande, que um dia você encontra.

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