quinta-feira, 29 de abril de 2010

Sabará e seu povo: 297 anos de elevação à Vila Real

Com belas montanhas, fortes rupturas de declive, vales encaixados, igrejas, casarões e grandes marcos históricos preservados, Sabará em sua área de aproximadamente 304 mil quilômetros quadrados, abriga nos seus diversos bairros e regiões, pessoas de todas as idades, raça, cultura e religião, com diferentes perfis, estilo e ritmo de vida.

Do ponto de vista sociológico, o perfil dos moradores que residem no Centro Histórico, Arraial Velho, Pompéu, Roça Grande e outros, é caracterizado por sua ativa convivência com o patrimônio histórico, que já possui três séculos de existências. De acordo com o historiador, arqueólogo e pesquisador, Reginaldo Barcelos, no centro ainda vivem antigas famílias que tentam manter as tradições culturais como as belas festas de carnaval e religiosas entre outras que se desenvolveram ao longo da história da cidade.

O historiador conta, que os jovens dessa região têm mais opções de lazer, geralmente frequentam clubes, praças, restaurantes, Teatro Municipal, entre outras. Já a 3ª idade gasta suas energias em bailes e encontros que, por exemplo, acontecem no Clube Mundo Velho. Segundo Reginaldo essa população conta com os empregos oferecidos pela prefeitura e pelo comércio da cidade.

Em relação aos que vivem em General Carneiro, Marzagão, Fátima e demais bairros da proximidade, o estilo de vida é diferente. Segundo o historiador após a decada de 40, esses bairros, receberam um grande número de migrantes que vieram do norte de Minas, à procura de emprego e melhores oportunidades de vida. Em sua grande maioria, as pessoas que vivem nestas regiões são trabalhadoras, esforçadas, buscam sua fonte de renda em empregos oferecidos nos comércios e empresas de Belo Horizonte, além de muitos trabalharem informalmente. Essa população nao tem muita opção de lazer dentro do bairro, o que limita em um relacionamento mais social.

Já os moradores dos bairros, Alvorada, Novo Alvorada, Nova Vista, Ana Lúcia e proximidades, diferenciam por estarem na divisa de Belo Horizonte com Sabará. Essa população conta com mais opções de transporte como o metrô e um número maior de linhas de ônibus. O arqueólogo diz que no geral o Alvorada e o Nova Vista são formados por pessoas de classe mais baixa, nao têm muitos espaços para o lazer, por isso eles sao mais caseiros. A comunidade é esforçada e luta por uma vida melhor. Já no Ana Lúcia, residem pessoas de classe média e de classe média alta, onde encontram-se belas construções de casas e prédios. A população conta com um bairro bem estruturado, com bancos e excelentes escolas. Possuem um nível de escolaridade maior, têm mais opções de diversão frequentam bons restaurantes e pizzarias.

O Nações Unidas é um bairro mais isolado dos outros. Em sua maioria a comunidade é de classe média. Geralmente trabalham, e estudam em BH. Frequentam tanto o Centro Histórico de Sabará quanto BH, para se divertirem. Possuem bom nível de escolaridade. Contam com ruas pavimentadas, quadra de esportes, praças entre outros. Eles têm bom convívio social, em um ambiente agradável e familiar.

Por último, a região de Ravena, que engloba todos os distritos próximos e a área dos Borges e adjacências, possui uma comunidade conservadora e rural. As fontes de renda estão voltadas para as aposentadorias e para a agricultura. Eles convivem com um patrimônio histórico proveniente do antigo Arraial da Lapa, possuem uma vida política e religiosa muito ativa, vivem bem entre si, mas nao têm muitas oportunidades de diversão. Segundo o historiador nesta região encontram-se muitas crianças. São pessoas receptíveis, com uma deliciosa culinária local. Reginaldo explica ainda que o distrito passa por problemas com a chegada de migrantes. Os sitiantes dividem suas terras em pequenos lotes que são vendidos a baixo custo, o que atrai pessoas de menor poder aquisitivo. Porém não é oferecida infra-estrutura adequada.

Estatísticas

De acordo com o censo realizado em 2007 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Sabará possui 120.770 habitantes. Com informações do censo educacional de 2007, foram matriculadas no ensino pré-escolar 2.829 crianças, no ensino fundamental 19.943 e no ensino médio 5.151 alunos, sendo distribuídos em escolas estaduais, municipais e particulares. No ensino superior, em 2005, foram matriculados 926 universitários, sendo todos de escola particular. Com relação à vida civil da população, no censo de 2006 foram registrados 604 casamentos, 78 separações judiciais e 108 divórcios. Sobre o censo agropecuário realizado em 2006, foram detectados 105 estabelecimentos agropecuários, 78 com pastagens naturais, 75 com matas e florestas e 43 com produção de leite de vaca, entre outros. Com relação à frota de veículos, foram registrados no ano passado, 13.400 mil automóveis, entre caminhões, caminhonetes, micro-ônibus, motocicletas, veículos de passeio entre outros.

terça-feira, 27 de abril de 2010

50 anos de muitas coisas...

O ano de 2010 é marcado por diversas comemorações dignas de menção e que a todo instante aparecem na mídia, tais como os 50 anos da capital federal, Brasília, o cinquentenário de importantes nomes da cultura brasileira, no esporte, Ayrton Senna, no humor, Renato Aragão comemora 50 anos de Didi e na música, o Rei Roberto Carlos celebra 50 anos de carreira... Enquanto isto, os mais novos homenagem o brasiliense, Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, que completaria 50 anos em 2010. Se a brincadeira dos cinquentões fosse continuar iríamos longe nesta prosa, e se fosse para mencionar outras idades, mais prolixo seria o texto, por exemplo, como deixar de falar dos 100 anos do médium Chico Xavier?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sobre a terra

Sobre a terra, claridade e luz
Entre você e o céu, imensidão
Apenas duas hastes, cruz
O céu se dista de ti
O brilho dos olhos reluz
Antes que algo aconteça, parti
Partir sem rumo, sem direção
Sobre todos, mesmo nas trevas, luz

terça-feira, 20 de abril de 2010

Outro dia como um dia qualquer - 20 de abril

Pois é...

... nem tudo é da forma que gostaríamos que fosse!...

Hoje é terça-feira, 20 de abril, mas está com cara de sexta ou de sábado? Isto depende apenas do seu otimismo ou pessimismo. Se encarar hoje, véspera de feriado, como sexta é otimista: amanhã vai descansar. Mas tem gente que consegue pensar no lado negativo, visualizam o dia de hoje como se fosse um sábado, ou seja, preferem pensar que depois de amanhã (5ª com cara de 2ª) vai ter que voltar ao trabalho...

Pois é....

... mas não ia falar disto não, postei hoje só porque faz muito tempo que não falo nada aqui, e estou sentindo um pouco de saudades, tristeza, medo, insegurança, enfim, queria colocar para fora, externalizar este sentimento ruim e compartilhar o meu sofrer (até parece! rsrsrs)...

Às vezes, quer dizer, na maioria delas, deixamos de ser agentes de nossas vidas para sermos apenas expectadores...

Seja ator principal da peça que você está escrevendo diariamente!


Por fim:

Felia dia Mundial do Livro - 18 de abril
Feliz dia do Índio – 19 de abril
Feliz dia do Diplomata - 20 de abril
Feliz dia de Tiradentes – 21 de abril
Feliz dia do Descobrimento do Brasil – 22 de abril

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

das coisas sobre o amor II

Já que meu amigo Gabriel Pozzi citou Vinícius de Moraes resolvi reler e tentar entender um pouco mais de alguns de seus poemas... Como não tenho obrigação de ser fiel a literatura e respeitar fielmente aquilo que todo dissem (embora concorde que sua obra literária é fantástica), entretanto como todo ser humano, tenho direito de expôr minha opinião, que pode/deve ser contestada!

Segue o poema:

Discordo de Moraes
Não precisa ser infinito enquanto durar
Necessita, simplesmente, que seja intenso
Intensamente Intenso

Que faça-nos voar
E coexista nos corações daqueles que amam
De modo que haja comunhão plena entre os amantes
Que seja bom para todos os amados e amadores...
(...)
Não precisa durar nem perdurar
Seja simplesmente o melhor do momento
Por isso acredito nos amores múltiplos
Na possibilidade de amores diversos...
Amar diversas pessoas simultaneamente
Tal qual amamos nossos pais, namoradas e namorados,
Amamos cachorros, coelhos ou gatos
Amigos, amigas e professores
Amores individuais
Sentimentos plurais

Pra não dizer que quis crucificar o poeta
Mesmo que não completamente
Também discordo de Paulo
A maior das virtudes teologais "corintianas"
Não deveria ser a caridade
Nem o amor, muito menos a fé
Tampouco a esperança
Mas sim, a compreensão
Quem compreende ama,
E vice versa e o reverso é verdadeiro
(...)
Quem compreende respeita a fé
Permanece na espera
Vive intensamente
Pois sabe se colocar no lugar do outro
Compreender é mais que entender
É completar, aceitar, é partilhar a dor e o riso
É apoiar, é amar, é ter fé no outro
É respeitar...


(...) Discordo, sobretudo de mim mesmo, se isto tudo não é amor... o que mais pode ser?

(Esta última linha era pra ser uma paráfrase, que saiu uma frase copiada quase totalmente de uma das mais belas músicas da banda Legião Urbana)


das coisas sobre o amor I

Quero amores passageiros
Paixão veraneia
Quero amores como eclipses
Raros, rápidos, intensos
Momentos únicos
Sem protelação

Sabe o que queria?
Amores passageiros
Amores plurais
Mais de um...
... Todos de uma vida
Simultaneamente
E ao mesmo tempo, redundantemente
Simplesmente amores
Sem classificações, sem definições
Sem determinações
Amores sem regras
Com regras iguais
Amores desregrados

Quero amar como amigo
Amar como amante
Mesmo que por apenas alguns instantes
Quero o amor primeiro
Relacionamento derradeiro
Tão sublime: Amor

Verbo sem conjugação
Perfeito por essência
Divino por excelência
Sobretudo sem distinção

Amigo, amante, amado
Vivendo e amando
Amando do verbo mandar
Amando do ato de amar
Quem no coração manda e desmanda?

Amar-te
Ir a Vênus
Na infinitude do universo
Unir os versos do poema
Poema de no máximo 120 anos: vida
Para tudo serve o amar
Talvez, até para amortecer corações

Amor te mata
A morte
Amor eterno: Ilusão

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A menina que comeu a maçã verde!

"_ O nosso tempo é diferente, agente pode ficar dez anos sem um único encontro e é como se nos víssemos diariamente. Estamos sempre juntos, mesmos separados, somos uma unidade."

Angela - protagonista do livro Amadora de Ana Ferreira)

Carol disse para Beto:
_ Sexo!
A bela garota linda e ideal. Loirinha, corpinho de boneca, cabelos macios e leves que acompanhavam o sentido das brisas que o tocasse. Ela deixou Beto perplexos. Depois de uma pausa ela prosseguiu:
_ Foi só isso Beto: sexo!
Adalberto, vulgo Beto, mal podia acreditar na frieza que sua bela princesa, que até aquele momento parecera ter saído de algum dos livros infantis de contos de fadas que sua mãe contava até ele completar seis anos... Tentou balbuciar algumas palavras, mas não conseguia. Estava incrédulo. Normalmente ele é quem dizia aquelas poucas três palavras: Foi só sexo! Entretanto Carol foi mais clássica, mais articulada e, talvez, mais ágil... Conseguiu encaixar um “isso” e seu nome na mesma oração que ele já repetira por diversas vezes com outras tantas mulheres. Talvez ele não tivesse pensando nisso, porque normalmente não lembrava o nome das mulheres que jaziam em seus braços no final das transas.
_ Mas...
Ele não conseguiu continuar com nenhum argumento. Não encontrou palavras. Ela tomou a vez de homem e cravou a facada final no peito de Beto:
_ Mas, foi bom! Até que você não é de se jogar fora...
A bela, que se transformara em fera para o homem que se desfazia sobre a cama se sentindo humilhado. Beto, por sua vez, tentou retrucar mais alguma coisa, apesar de não ter conseguido falar nada, apenas uma pequena conjunção adversativa e pouco audível: “mas”. Ela levantou-se da cama, pegou uma maçã verde que jazia sobre o criado mudo, mordeu um pequeno pedaço e finalizou:
_ Bem, preciso ir!... Qual quer coisa me liga. Beijo e tchau!
A linda Carol pôs a mão sobre a boca e mandou-lhe pelo ar o mais amargo de todos os beijos que Beto receberia em toda sua vida. Ela saiu do quarto e bateu a porta. Entretanto, Beto não teve coragem de ligar novamente para a primeira mulher que o tratou como ele sempre mereceu...

Última Palavra

Eu não recordo qual foi a última palavra nem a última frase que você disse antes de partir... Eu não sei se isso é normal, mas sempre perco ...